Fabricante nacional · Mogi Mirim/SP Entrega para todo o Brasil Em até 12x no cartão

Quanto cobrar pela troca de ATF na oficina?

Quanto cobrar pela troca de ATF na oficina?

Duas buscas resumem a dúvida de quem está montando esse serviço: “mão de obra troca de óleo câmbio automático” e “qual o valor da troca”. Nenhuma das duas tem resposta única, porque o preço certo depende de números que são seus, não do mercado. O que existe é um método para chegar nele, e é isso que este texto mostra: a conta, campo por campo, com as variáveis da sua oficina.

Copiar o preço do concorrente é o caminho mais rápido para trabalhar de graça. Você não sabe o custo-hora dele, não sabe por quanto ele compra o fluido e não sabe se ele está lucrando. Monte a sua conta.

As variáveis que você precisa ter na mão

Antes de calcular qualquer coisa, levante estes números para o veículo que está no orçamento:

  • quantos litros de fluido a aplicação pede;
  • quanto custa o litro do fluido que você compra, com o imposto que você paga;
  • filtro, junta e parafuso, quando o projeto do câmbio pedir;
  • quanto tempo de box o serviço ocupa, do carro subir ao carro descer;
  • o seu custo-hora de box;
  • o custo do descarte do fluido usado;
  • a margem que você quer nesse serviço;
  • os percentuais que incidem sobre a venda, como imposto sobre faturamento e taxa de cartão.

Muita oficina tem os dois primeiros itens da lista e nenhum dos outros. É por isso que o preço sai errado.

Como calcular o seu custo-hora de box

Some tudo o que a oficina gasta por mês independente de entrar carro: o custo do imóvel, energia, água, internet, salários e encargos da equipe fixa, contador, software, seguro, manutenção das ferramentas, parcelas de equipamento. Esse é o seu custo fixo mensal.

Depois conte as horas produtivas de verdade. Não são as horas que a oficina fica aberta. São as horas em que existe box com carro em cima e técnico trabalhando nele. Multiplique o número de boxes pelas horas úteis do mês e desconte o que a sua operação realmente não produz, como intervalo, deslocamento, orçamento que não fecha e carro esperando peça.

Custo fixo mensal dividido pelas horas produtivas do mês é o seu custo-hora de box. Esse número é a base de tudo o que vem depois, e costuma surpreender quem calcula pela primeira vez.

A conta do serviço, campo por campo

Com as variáveis levantadas, o custo direto do atendimento fica assim:

  • fluido: litros da aplicação multiplicados pelo custo do litro;
  • peças: filtro, junta e o que mais o câmbio exigir, pelo custo de compra;
  • mão de obra: tempo de box do serviço multiplicado pelo seu custo-hora;
  • descarte: o custo do recolhimento do fluido usado, rateado por serviço;
  • consumíveis: estopa, luva, produto de limpeza, o que for.

A soma disso é o custo direto. E aqui vem o erro mais comum de precificação: somar a margem por cima do custo. Se você acrescenta ao custo o mesmo percentual que quer de margem, você não termina com esse percentual da venda. Termina com menos, porque o percentual foi aplicado sobre o custo e a margem se calcula sobre o preço. Depois disso ainda saem o imposto sobre faturamento e a taxa de cartão.

A forma correta é dividir. Some os percentuais que incidem sobre o preço de venda, incluindo a margem que você quer, o imposto sobre faturamento e a taxa média de cartão. Subtraia essa soma de 1 e divida o custo direto pelo resultado. O número que sai é o preço que entrega a margem que você planejou depois de pagar tudo.

Faça essa conta uma vez com calma, em uma planilha, e depois ela roda sozinha para qualquer veículo: você troca os litros, troca o tempo de box e o preço aparece.

Mão de obra troca de óleo câmbio automático: o que está dentro da hora cobrada

O tempo de box do serviço vai muito além do tempo com a máquina de trocar óleo de câmbio conectada ao veículo. Entra a identificação da transmissão, a conferência da especificação do fluido, a preparação e a conexão, a conferência de nível no procedimento que aquela aplicação exige, a inspeção do fluido retirado e o registro na ordem de serviço.

Cronometre isso na sua oficina, com a sua equipe, em três ou quatro atendimentos. O número que sair vale mais do que qualquer tabela de tempo padrão, porque considera o seu box, as suas ferramentas e o seu técnico.

Estabeleça um piso de mão de obra

Existe uma armadilha em cobrar proporcional ao volume de fluido. Um câmbio que pede menos litros não exige menos conhecimento, não ocupa proporcionalmente menos box e não reduz a sua responsabilidade sobre o serviço. Se o preço acompanhar só os litros, os veículos de menor volume viram prejuízo.

Defina um valor mínimo de mão de obra para transmissão automática e aplique em todos os casos. Abaixo dele, o serviço não sai. Esse piso é o que impede que um serviço especializado seja cobrado como troca de óleo de motor.

Dois serviços diferentes, dois preços diferentes

Drenar o que sai pelo bujão e fazer a substituição do fluido com uma máquina de troca de fluido são serviços distintos, com custo e tempo distintos. O segundo é o que o mercado chama de máquina de diálise de câmbio automático, porque o nome vem do processo usado. Colocar os dois com o mesmo nome no orçamento derruba a percepção de valor e faz o cliente comparar o seu preço com o de quem só drena.

Separe no orçamento e explique a diferença. O argumento técnico completo está em troca parcial vs troca completa, inclusive o que cada método alcança dentro do sistema. No caso da FT-100: Em todas as transmissões CVT, Sequencial (ATF) e dupla embreagem molhada. A FT-100 faz a remoção e a substituição do fluido pelo processo de diálise, na linha de arrefecimento da transmissão.

Onde o preço vaza depois de fechado

Você pode calcular tudo certo e ainda assim terminar o mês sem a margem que planejou. Os vazamentos mais comuns:

  • desconto dado no balcão sem recalcular nada;
  • parcelamento cuja taxa não estava no preço;
  • fluido errado comprado por engano, que vira perda;
  • retrabalho por nível conferido fora do procedimento da aplicação;
  • tempo de box perdido procurando a conexão certa com o carro já no elevador;
  • orçamento fechado por telefone sem modelo, ano e tipo de câmbio confirmados.

Os dois últimos se resolvem com processo. Peça sempre modelo, ano, motorização e tipo de transmissão antes de falar em valor, e confira a aplicação antes do carro chegar. O Guia de Aplicação é gratuito e serve para isso.

Refaça a conta quando o custo mudar

Preço formado uma vez e nunca revisado envelhece rápido. Sempre que o fluido subir de preço, que a sua folha mudar, que a taxa da maquininha for renegociada ou que você contratar mais um técnico, o custo-hora muda e o preço precisa mudar junto. Revisar a planilha a cada poucos meses é mais rápido do que descobrir a perda no fechamento do ano.

Vale também acompanhar quantos orçamentos viram serviço. Se a conversão está baixa, olhe primeiro a explicação que a recepção dá, antes de mexer no preço. Muita recusa é falta de entendimento do que está sendo comprado, e isso se resolve mostrando o fluido retirado, o produto aplicado e o procedimento usado.

O equipamento entra na conta como custo fixo

Quando o serviço é feito com máquina, o equipamento entra no custo fixo mensal e sai diluído no custo-hora, como qualquer outro ativo da oficina. Por isso a conta acima já cobre esse investimento: ele não é uma linha separada no orçamento do cliente.

A ficha técnica, as configurações disponíveis e as condições de compra da máquina de troca de óleo de câmbio automático Kóche FT-100 estão na página do produto. O treinamento online é gratuito e sai com certificado, em treinamento gratuito, e o suporte técnico é direto do fabricante. Para dúvida de aplicação, o contato resolve.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fale com um especialista

Deixe seu nome e WhatsApp: abrimos a conversa com a Kóche já com seus dados, para o atendimento começar sabendo quem é você.

Seus dados ficam com a Kóche e são usados só para este atendimento. Política de Privacidade.